História

A Colsan – Associação Beneficente de Coleta de Sangue - foi fundada pelo engenheiro Othon Barcellos, juntamente com um grupo de amigos, que tinham como objetivo prestar um serviço à comunidade suprindo gratuitamente as necessidades de sangue nos hospitais, prontos-socorros, clínicas, casas de misericórdia e de saúde e que prestavam, sem remuneração, assistência médica aos enfermos.

A criação foi inspirada no trabalho realizado pela Cruz Vermelha alemã que  Othon conheceu em uma de suas visitas àquele país.

A diretoria e conselhos técnicos eram compostos por figuras de destaque da indústria, comércio, ciências e política da época. Na ata de sócios fundadores, pertencentes as mais diversas classes, encontram-se nomes como o do Governador de São Paulo Carvalho Pinto e do Presidente da República Juscelino Kubitschek, que já exerciam mandatos quando se registraram como agricultor e médico, suas ocupações originais,  respectivamente.

Para que a Colsan tivesse vida própria, sem ajuda governamental, o conselho técnico era formado por diretores de faculdades de medicina e presidentes das Associações Médicas de São Paulo.

O problema financeiro foi solucionado com a criação da empregada simbólica da Colsan. Várias firmas comerciais e industriais foram visitadas e aceitaram a admissão simbólica de um funcionário, sob a responsabilidade de um salário mensal de dez mil cruzeiros.

O logotipo da Colsan é uma estrela de natal no centro de uma gota de sangue. “A estrela simboliza dias melhores para a coletividade”.

Fundada em 15 de agosto de 1959, entrou em funcionamento logo no mês seguinte. O primeiro doador foi o então Governador Carvalho Pinto e o segundo o bispo D. Paulo Rolim Loureiro, de São Paulo.

Pioneira no incentivo à doação voluntária de sangue é reconhecida de Utilidade Pública, nos âmbitos Federal (Decreto 63.471 de 23/10/68), Estadual (Decreto 37.057 de 03/08/60) e Municipal (Decreto 7.878 de 31/12/68).

Mantinha um posto de coleta de sangue no centro da cidade e um ônibus de coleta que diariamente se deslocava para porta de indústrias e ruas de comércio para coletar o sangue dos doadores. Com o tempo recebeu a doação de mais dois ônibus que ficavam estacionados na Praça Patriarca, da Sé e Praça Ramos de Azevedo e que se tornou um ícone na paisagem Paulistana da época.

Em 10 de novembro de 1962, Guilherme de Almeida, dedicou um poema “à Colsan – em favor de sua santa causa: O poema Gôta de Vida”, demonstrando a preocupação da Sociedade e de seus intelectuais com a “causa do sangue” na época.

Nesses 57 anos, a Colsan sempre prezou pela inovação e qualidade de seus serviços obtendo diversas conquistas, entre elas atender a toda a rede hospitalar da secretaria Municipal da Saúde de São Paulo e unidades hospitalares da rede SUS na região do grande ABC, Jundiaí e região, Sorocaba e região, e os municípios de Santos, Itanhaém, Praia Grande e Vale do Ribeira, construir os hemocentros regionais de Jundiaí, São Bernardo do Campo, assumir o Hemonúcleo de Sorocaba, além de obter certificações de qualidade da Fundação Carlos Alberto Vanzolini, em acordo com a norma ISO-9001:2015, e Acreditação ONA pelo IBS - Instituto Brasileiro para Excelência em Saúde e da Organização Nacional de Acreditação (ONA).

A Colsan conta atualmente com 11 postos de coleta, sendo responsável pelo gerenciamento de 49 agências transfusionais sob administração direta, fornecendo aproximadamente 21.500 hemocomponentes/mês para cerca de 100 hospitais clientes e coleta mensalmente em torno de 13.000 bolsas de sangue, cumprindo a proposta inicial assumida desde sua fundação: contribuir para a resolução das questões referentes à falta de sangue no estado de São Paulo.